Hipnose pela fascinação
Um caminho para alcançar o cérebro primitivo
Hypnosis through fascination
A path to reaching the primitive brain
Resumo
Palavras-chave: Cérebro; Couraça; Fascinação; Hipnose; Ocular.
Abstract
Keywords: Brain; Armor; Fascination; Hypnosis; Ocular.
A energia denominada Orgone por Wilhelm Reich (1897-1957), psiquiatra, sexólogo, psicanalista, biólogo e físico, nascido na Galízia, hoje norte da Ucrânia, é conhecida em outros estudos e culturas por outras nomenclaturas.
A bioenergia assim chamada por Lowen (1977) está presente no ser vivo e em todo presente no universo. Também conhecida como força vital, é uma forma sutil de energia eletromagnética. É a corrente animadora da vida e fisiologicamente real no corpo. Segundo Capra (2006). Hipócrates chamou-a de vis medicatrix nature, força vital da natureza. Wilhelm Reich (1998) referiu-se a ela como Energia Orgone, para os iogues da Índia Oriental o nome foi descrito como Prana (CAPRA, 2006), E muitas outras descrições que poderiam ser citadas para se referir ao mesmo campo energético da vida. (VIEIRA e VOLPI, 2014)
Após muitos experimentos e pesquisas, Reich percebeu que a energia podia ficar bloqueada em alguns pontos do corpo dando início a uma nova forma de terapia energética. A partir da mobilização da energia no sistema neurovegetativo, nasce a terapia chamada de Vegetoterapia. (VOLPI&VOLPI, 2003).
Foi, então, que, para uma melhor compreensão pedagógica, mapeou o corpo em sete segmentos de couraça: ocular, cervical, torácico, diafragmático, abdominal, e pélvico, que impedem o livre fluxo energético e, para compensar, o corpo adota novas posturas (olhos arregalados, tensão no maxilar, desvios na coluna, etc). (VOLPI & VOLPI, 2003, p.9)
Para alcançar o movimento pleno plasmático livre de bloqueios energéticos, Reich desenvolveu uma técnica que ele chamou de vegetoterapia caracteroanalitica, por ter relação íntima com os processos emocionais e o sistema nervoso. (VOLPI&VOLPI, 2003).
Para Navarro:
A vegetoterapia deseja curar o paciente valendo-se de determinadas intervenções corporais (actings) que provocam reações neurovegeto-emocionais e musculares capazes de reestruturar uma psicoafetividade sadia, considerada desde o nascimento de um indivíduo. (NAVARRO,1996, p.15).
As chamadas intervenções corporais, actings, […] são movimentos específicos propostos pelo terapeuta ao paciente, cujo objetivo é provocar uma mobilização funcional dos segmentos do corpo que se encontram encouraçados. (VOLPI&VOLPI, 2003, P.117). São usadas em todos os níveis de segmentos energéticos. O primeiro nível é chamado de ocular, estão inseridos neste segmento a pele, os olhos, o ouvido, o nariz, é o nível dos telerreceptores, de onde é percebida a realidade fora de nós (VOLPI&VOLPI, 2003) […] O olho, assim como o ouvido e o nariz pertence ao primeiro dos sete níveis reichianos, que é portanto a sede dos três sentidos: a visão, a audição e o olfato (NAVARRO,1995, P.31).
O local de origem do bloqueio do primeiro segmento é o útero materno, assim que se inicia a fecundação o embrião que se tornará um feto e em seguida um bebê, receberá todas as cargas energéticas e emocionais absorvidas pela mãe sendo definidos neste período, o de gestação, até o momento do parto, as condições energéticas que a criança terá ao longo do seu desenvolvimento (VOLPI, 2004).
Neste trabalho está em destaque o primeiro segmento, o ocular, por ser possível através dele usar a hipnose não verbal, mesmerismo e fascinação.
Em 1779, na França, Franz Anton Mesmer formalizou a hipnose não verbal em seu livro Mémoire sur la découverte du magnetisme animal. Através desse método, segundo consta na história, muitas pessoas foram curadas.
Mesmer reatará o corpo humano ao cosmo: tudo está mergulhado em um “fluido” orgânico, metais, animal, vital… Esse fluido religa os humanos uns aos outros. O fluido pode ser colocado em garrafas, “selhas”, passar de uns para os outros pelo intermédio de cordas e de “varas”. “a doença, para o mesmerismo, é a obstrução da circulação do fluido vital; então, aquilo de define a condição mórbida não é o sintoma, mas um bloqueio”. (Rausky, 1977; citado por MIJOLLA, 1982). Mesmer abre então em Paris, em 1778, uma “clinica magnética”. (SIVADON, 2023, p. 3).
Através do fluido vital existente entre os seres vivos e o cosmo, Mesmer oferecia tratamentos magnéticos a seus pacientes, dando o nome de magnetismo animal. […] Ele havia dado conta do fenômeno de uma “energia” que era transmitida. O olho era um dos meios de transmiti-lo. (Paret, 2007, p.54).
No decorrer da história da humanidade, muitos mitos foram escritos que descrevem o poder do olho e da fascinação. O sentido da palavra fascinação neste trabalho, se refere às várias maneiras em que uma pessoa pode se tornar “prisioneira” da energia magnética existente, que pode ocorrer através daquele olhar inesquecível, daquele pensamento insistente, através de algum tipo de som, seja musical, manipulação de palavras por outra pessoa ou por ela mesma, por imagens, ou pelo direcionamento do pensamento de outra pessoa, por meio de perfumes ou odores e também pelo toque corporal.
Buscando um pouco da mitologia, a Sacerdotisa do templo de Athena, deusa da sabedoria e da guerra, foi amaldiçoada pela deusa, sendo transformada em um ser de olhar fatal, petrificando todos que a olhassem nos olhos. Na saga egípcia entre os deuses, Seth o deus das tempestades, do caos e da guerra, em uma luta proposital com o deus Hórus, considerado o deus do sol nascente, do céu, mediador dos mundos e protetor da realeza, arrancou-lhe o olho esquerdo. Dando origem atualmente ao chamado olho de Hórus. Usado como símbolo pela maçonaria como o “olho que tudo vê”, simbolizando a visão do Arquiteto do Universo que está sempre observando. Usado também em vários países, raças, crenças, como imagem de proteção contra vários infortúnios, em forma de tatuagens, joias, decoração, etc.
A crença no uso de adornos como o olho de Hórus, traz segurança ao seu portador de que o magnetismo emanado em sua direção, que poderia trazer uma série de complicações, será repelido pelo magnetismo da imagem do amuleto.
O magnetismo no olhar está presente em todos os momentos da vida de um ser.
Durante o período de amamentação o bebê procura os olhos da mãe, através dessa troca de olhares é possível fortalecer o vínculo entre mãe e filho, umas das sequelas visíveis deixadas pela falta de encontro desse olhar magnético segundo Reich, é o estrabismo.
Além do estrabismo segundo Navarro:
As perturbações clássicas da visão – astigmatismo, miopia, hipermetropia, presbiopia (visão cansada) – são sempre consequência de uma tensão crônica dos músculos externos do olho e do músculo ciliar, que é interno. Essa tensão está diretamente relacionada com as tensões psicológicas sobrevindas após o nascimento. O bloqueio é o resultado dessa tensão tornada crônica. (NAVARRO, 1995, P. 41).
Além da visão, os outros sentidos no nível dos telereceptores também exercem suas funções em sincronismo com o cérebro.
Segundo Volpi & Volpi:
De acordo com a evolução, o cérebro humano ganhou novas estruturas que foram sendo sobrepostas umas às outras. Tendo como base a teoria de MacLean, o cérebro humano apresenta três estruturas básicas. A primeira delas chamada de arquepálio ou cérebro reptiliano é responsável pela sobrevivência. A segunda, paleopálio ou cérebro límbico, está diretamente ligada às emoções e ao sistema neurovegetativo. A terceira, o neopálio ou neocórtex é a estrutura mais recente, responsável pela capacidade de localização tempo-espaço, historicidade, decodificação, lógica, raciocínio, etc. (VOLPI & VOLPI, 2003, P.15)
Durante a aplicação da metodologia da vegetoterapia, os três cérebros são acionados, cada um em seu tempo, extraindo da área primitiva, a base do fator emocional que pode ser a causa do sofrimento do indivíduo.
De acordo com Paret, a hipnose por fascinação do olhar, também considera o trabalho dos três cérebros. A parte reptiliana quando é acessada promove um bloqueio da atenção levando o indivíduo ao estado de transe hipnótico.
A base da realização prática dos processos de fascinação é definitivamente uma predisposição fisiológica do homem. A análise dos fenômenos de fascinação considera que ele delega o uso de múltiplas funções cerebrais: A parte do cérebro que interpreta o que vê, que conecta o córtex cerebral. A parte do cérebro que experimenta emoções que conecta ao sistema límbico. E a parte do cérebro mais profunda de nós mesmos, nosso cérebro reptiliano, que lança as bases para o processo de fascinação, o bloqueio de atenção. (Paret, 2009, p.41,42.).
O segmento ocular na hipnose não verbal é usado também para que o fascinador, a pessoa que se capacita para fascinar, faça auto-hipnose para adquirir o poder do olhar magnético.
Assim como o terapeuta Reichiano deve passar pela análise corporal, ter os pés no chão e se conectar na energia vertical (Orgone), o fascinador também deve se preparar. A primeira pessoa a ser fascinada é ele mesmo. Usando o acesso a sua mente consciente através de exercícios de fixação do olhar no espelho, fixando o olhar em um olho de cada vez, sendo possível sentir qual hemisfério cerebral é o dominante. Em seguida fixando o olhar na glabela (espaço entre as sobrancelhas), dando comandos a si mesmo. E também, com exercícios de olhar a luz de uma pequena lanterna e por meio da meditação, para que possa desenvolver o estado de presença.
O estado de presença é abandonar o ego e se conectar com Deus, segundo Paret (2023). Quando o fascinador conseguir se fascinar, ele conseguirá também fascinar qualquer ser animal e fazer hipnose instantânea.
Através do olhar do fascinador que induz aos actings da vegetoterapia, sendo acessada pelo segmento ocular através da hipnose, é possível chegar até parte do cérebro primitivo, a parte mais profunda do Eu, descrita também por Paret. A energia mobilizada no primeiro dos sete níveis para dar início à metodologia da terapia corporal reichiana também dá início ao transe hipnótico não verbal.
Ainda no primeiro segmento, o ocular, a mobilização dos olhos através da luz, tem um significado, assim como todos os outros procedimentos.
Segundo Navarro:
Significado deste acting: em primeiro lugar, cabe assinalar que a utilização da luz no trabalho com os olhos é fundamental: a fonte luminosa estimula diretamente o músculo ciliar, estimula a epífise, impedindo a produção de melatonina, e ativa a hipófise e toda a atividade cortical (estimulação luminosa intermitente do eletroencefalograma). (NAVARRO, 1996, P. 52)
O caminho da luz através dos olhos, faz com que ela seja transformada em impulso elétrico quando chega na retina, após penetrar a córnea, a pupila e o cristalino, dando condições para formação da imagem.
Segundo Costa:
Nosso cérebro interpreta ou decodifica sinais de acordo com o seu endereço e destino. Vemos um sinal elétrico dos olhos, ouvimos sinais elétricos do ouvido e sentimos os sinais elétricos que se originam das células sensíveis ao toque da pele. Vamos dar um exemplo: as células fotorreceptoras da retina não estão conectadas diretamente ao cérebro. Elas se comunicam com uma rede de neurônios da retina através de um mecanismo que combina o sinal elétrico em flutuação no fotorreceptor com uma variedade de substâncias químicas conhecidas como neurotransmissores. Os neurotransmissores, por sua vez, conduzem sinais de um neurônio a outro, gerando ou suprimindo sinais elétricos em neurônios próximos que são sensíveis a determinados transmissores. Essa transformação de sinal elétrico em químico ocorre principalmente em locais especializados chamados sinapses elétricas. Assim, por meio de uma combinação de transmissão elétrica direta entre os neurônios e a liberação de mensageiros químicos, as informações sobre a imagem visual captada pelos olhos são processadas na retina. Esse processo eletroquímico que não envolve nenhum esforço consciente e produz imagens significativas na mente. (COSTA, 2021, p.3)
Paul Pearsall em sua obra Memória das células (2013), se refere à retina como “o buraco negro do olho” que transmite energia. […] a energia “V” ocupa todo o espaço na forma de feixes vibratórios que podem se manifestar como partículas ou como ondas. Elas contêm a informação que se transmite dentro de todas as pessoas e coisas e também por elas. (PEARSALL, 2013).
A cor negra das pupilas resulta de uma convergência de energia e da total absorção de todas as ondas de energia do espectro de cores. Quando dirigimos o olhar às pupilas de outra pessoa, estamos vendo aquilo que nos tornamos aos olhos dela. Quando alguém “põe os olhos em você”, essa pessoa também está transferindo energia para você, transferindo energia infravermelha do interior dos muitos vasos existentes na retina. Pode ser uma espécie de telegrama energético-informativo. (PEARSALL, 2013, p.88).
Nesta obra o autor descreve sua pesquisa entre pacientes cardíacos transplantados, sendo ele um deles. Em seus relatos a energia do corpo mantém a memória das células, a memória sensorial (VOLPI, 2004) que um receptor de coração transplantado passa a ter comportamentos, lembranças, ansiedades, angústias, medos e outras sensações que faziam parte da história de vida do doador.
A memória sensorial fica registrada no corpo (VOLPI, 2004) na memória das células, assim como a memória intelectual (VOLPI, 2004) fica registrada na mente. Para alcançar a mente ao nível do córtex, as psicoterapias verbais oferecem um bom resultado, porém segundo as abordagens corporal e a hipnose pela fascinação, para o indivíduo conseguir emergir das profundezas primitivas, onde germinaram as sementes de ervas daninhas que levam o sujeito a ter caracterologias das mais brandas às mais severas, é necessário ir além da mente pensante, é necessário chegar ao “pomar” e assim como numa plantação contaminada, arrancar o mal pela raiz, para não haver mais possibilidades de brotar nenhum tipo de ação instintiva, que leve o indivíduo à autodestruição.
O caminho para o arquepáleo, cérebro reptiliano, para emergir o sujeito das profundezas do seu eu, é feito através da indução das células fotorreceptoras da retina e outros receptores que podem levar ao estado de hipnose por fascinação. […] O estado de fascinação é uma forma de ser do cerebelo diferente do transe clássico (PARET, 2009, p.62) que permite através dos impulsos elétricos que aumentam a atenção sensorial ao extremo, causar uma expansão na mente para haver uma solução, […] e quando pensa que a encontrou, mais tarde retorna ao estado original e novamente restringe seu próprio foco de atenção em alguns elementos, criando e solidificando um transe (Paret, 2009, p.66).
No estado de transe o indivíduo pode apresentar várias formas corporais de demonstrar que está em processo hipnótico, como catalepsia, em algumas pessoas, […] além da passividade de pensamento, vemos como o sujeito tem pupilas dilatadas, rosto de cera, percepção diferente do ambiente. Todo cérebro está “dominado” e está em estado de confinamento. (PARET, 2009, p.40) e que seu sistema neurovegetativo está trabalhando para desbloquear couraças e descarregar a energia que estava paralisada.
As reações corporais de desbloqueio e descargas acontecem por meio de reações musculares, vibrações energéticas corporais, verbalizações agressivas em forma de explosões emocionais, descarga orgástica, crises de choro, etc. […] O fascínio é caracterizado por respostas fisiológicas e se distingue do que muitos de nós chamamos de “sugestão” que opera acima de tudo no nível córtex (PARET, 2009 p.62).
Diante do pequeno estudo sobre as abordagens, lançando nosso olhar sobre a Psicologia Corporal reichiana e hipnose por fascinação, é possível perceber que os caminhos utilizados para alcançar a origem primária dos bloqueios e a formação de couraças no segmento do primeiro nível caractero-analítico, o ocular, podem ser os mesmos, que as respostas neurovegetativas, fisiológicas, podem ser as mesmas, no sentido de levar o indivíduo a alcançar reações musculares, desbloqueando emoções contidas na memória das células, abrindo possibilidades para atender pessoas com dificuldades de manter contato físico e estabelecer diálogo, facilitando o atendimento com pessoas autistas, que têm sério comprometimento ocular.
Referências
COSTA, M.T.R. Doctor of Philosophy Neural & Science: Relatório sobre o livro: Princípios de Neurociências, ERIC R. KANDEL e outros, resumo das partes 1,2 e 3.
MACLEAN, D. P. The Trine Brain in Evolution: Role in Paleocerebral Functions. New York: Plenum, 1990.
PEARSALL, P. A Memória das células: A sabedoria e o poder da energia do coração. Publicações Mercúrio Novo Tempo. 2ª edição. São Paulo: 2013.
NAVARRO, F. A Somatopsicodinâmica: Sistemática reichiana da patologia e da clínica médica. São Paulo: Summus, 1995.
NAVARRO, F. Caracterologia pós reichiana. São Paulo: 1995.
NAVARRO, F. Metodologia da vegetoterapia caractero-analítica. São Paulo: Summus, 1996.
PARET, M. Ipnosi Instantanea e Fascinazione: 2009 – Internacional Academic Productions: ISBN 978-0-9350410-3.
PARET, M. Video aula. A cura vem de Deus! Diz Dr Marco Paret, referência mundial em Hipnose, mesmerismo e fascinação. Parque Ibirapuera, São Paulo, Instagram: @diunéiavieira3001. Disponível em https://www.instagran.com/invites/contact/?i=1e9yl8upw14ae&utm_content=smsl5el
REICH, W. Análise do caráter. São Paulo: Martins Fontes, 1995.
SIVADON, P.; ZOILA, A. F. O corpo e as terapias brandas. Curitiba: Centro Reichiano, 2023.
VIEIRA, D. R.; VOLPI, J. H. Energia: União entre fé e ciência. Curitiba: Centro Reichiano, 2014.
VOLPI, J. H. A memória emocional ancorada no corpo. Curitiba: Centro Reichiano, 2004.
VOLPI, J. H.; VOLPI, S. M. Reich da vegetoterapia à descoberta da energia Orgone. Curitiba: Centro Reichiano, 2003.
Sobre o(s) autor(es)
Diunéia Rodrigues Vieira
Psicóloga (CRP-04/34884). Especialista em Psicologia Corporal, com habilitação para atuar como Psicoterapeuta Corporal Reichiana, pelo Centro Reichiano, Curitiba/PR. Formação em hipnose não verbal pelo Instituto Mindset Hypnosis, formação em hipnose regressiva e clínica pelo Instituto Victor Giuberti, formação pelo Instituto de Hipnose e Neurociência, Mesmerisms and Hypnotic Fascination pela Université Européenne. E-mail: dvpsi@hotmail.com