Corpo con(tato)
Integrar e reintegrar o corpo através da contribuição de Winnicott, Wilhelm e Eva Reich
Body con(tact)
Integrating and reintegrating the body through the contributions of Winnicott, Wilhelm and Eva Reich
Resumo
Palavras-chave: Eva Reich; Winnicott; Wilhelm Reich; Setting; Corporal.
Abstract
Keywords: Eva Reich; Winnicott; Wilhelm Reich; Setting; Body psychotherapy.
A possibilidade de um ser humano se expressar livremente de forma autêntica e espontânea está diretamente ligada à experiência de segurança e integração corporal. No contexto clínico da psicoterapia corporal, para que esse estado seja alcançado é necessária a construção de uma relação terapêutica e de um ambiente que sustente o processo de amadurecimento emocional que integre e sustente a presença corporal. Este artigo, portanto, investiga e propõe um diálogo entre a contribuição teórico-prática reichiana e a psicanálise de Donald Winnicott para compreender como o terapeuta pode favorecer a reintegração do indivíduo em si mesmo, através do toque terapêutico e da massagem Toque da Borboleta de Eva Reich. Ao final, dentro da estrutura de laboratório teórico-prático, fica o convite para vivenciar essa potente e delicada contribuição da Bioenergética Suave.
Os autores foram escolhidos, pois, ainda que existam distanciamentos conceituais, Winnicott, Wilhelm Reich e Eva Reich se aproximam por enfatizar em seus legados o corpo como expressão da vida psíquica, a importância do ambiente e da relação primária (cuidador-bebê) no desenvolvimento e amadurecimento emocional com o objetivo terapêutico comum de construir e/ou resgatar a espontaneidade e autenticidade.
Wilhelm Reich (1897-1957), médico, psicanalista, cientista natural, nascido no império austro-húngaro, foi polêmico e sua obra é complexa. Ficou conhecido pelo seu trabalho na psicanálise ao recolocar o corpo no setting terapêutico enquanto expressão do inconsciente “passível de escuta”, desenvolveu a teoria da energia vital (orgone), a análise do caráter, vegetoterapia, orgonoterapia e foi o criador e representante do freudo-marxismo (ROUDINESCO; PLON, 1998, p. 651).
Considerado o “pai” da psicoterapia corporal, Reich entende o ser humano no seu aspecto somatopsicodinâmico. Para o autor, somos uma unidade funcional, onde corpo, mente e energia não podem ser entendidos de forma dissociada e sim, como integrados e intrínsecos que se relacionam funcionalmente entre si. Volpi e Volpi (CENTRO REICHIANO, 2025) apontam que “a mente interfere no movimento energético do corpo e o corpo no movimento energético da mente. Portanto, mente, corpo e energia são indivisíveis e devem ser trabalhados conjuntamente”.
Segundo Almeida (2004, p. 02), “todo organismo funciona de maneira autônoma, além do intelecto, da linguagem e da vontade, fazendo uso de sua energia, que circula livremente pelo corpo, na direção céfalo-caudal”. O corpo, sendo a história emocional do indivíduo, ao longo da vida, na medida que desenvolve, entra em contato com uma série de repressões, influências e interferências relacionais, ambientais e socioculturais que contraem e cronificam seu livre fluxo energético. Quando isso acontece, o organismo assume essa contração e tensionamento como uma defesa contra a livre expressão das emoções e dos impulsos reprimidos. Reich chamou a cronificação dessa defesa de couraça. Vale lembrar que a couraça é a nível psíquico, muscular e caracteriológico.
Para Neidhöefer (1994, p. 23), “Wilhelm Reich descreveu a estrutura da couraça da personalidade como uma armação complicada e entrelaçada de violentos enrijecimentos emocionais, mentais e físicos (relacionados com os músculos e tecidos) que estão dispostos em camadas sobrepostas – a partir da superfície até o ponto mais profundo da pessoa”.
Na concepção reichiana, as crianças nascem com o corpo integrado, dotadas do livre fluxo de energia e, é na relação com as pessoas encouraçadas que o processo de encouraçamento se dá:
[…] as crianças, como outros animais, nascem sem encouraçamento. […] O princípio bioenergético do recém-nascido é sistematicamente anulado e destruído pelos pais e educadores encouraçados, apoiados em sua ignorância, por poderosas instituições sociais que se desenvolvem baseadas no encouraçamento animal humano (REICH, 1984b, p. 20).
E vai se perpetuando de geração em geração:
[…] ainda que a reprodução da couraça seja determinada pelas condições sociais, em compensação é a produção, “o primeiro aparecimento numa época remota” da couraça, que determina as condições sociais – econômicas, políticas, culturais, psicológicas – características da história humana; a história humana aparece assim, em suas diversas modalidades, como o produto da “aberração biológica do homem” (DAUDON, 1975/1991, p. 140 – apud ALBERTINI, 1994).
Diante dessa “repetição de encouraçamentos”, o objetivo principal do processo psicoterapêutico corporal é a dissolução das couraças; numa perspectiva mais atualizada, é a flexibilização das mesmas, no intuito de restabelecer o livre fluxo energético, a fluidez entre a contração e expansão, reintegração, espontaneidade, autenticidade e autonomia.
Já o psicanalista Donald Woods Winnicott (1896-1971), refere-se ao processo de amadurecimento pessoal como um potencial inato, mas que o corpo da criança não nasce integrado e que o ambiente facilitador, através de seus cuidados, irá proporcionar que o amadurecimento caminhe na direção da integração psique e corpo.
Um ambiente facilitador pode ser descrito como sustentação (holding), evoluindo para manejo (handling), ao qual se acrescenta a apresentação de objetos (object-presenting) (WINNICOTT, 1963).
A teoria winnicottiana do amadurecimento pessoal é baseada na tendência inata à integração, o que significa que isto não é garantido se não houver um ambiente facilitador que impulsione o potencial herdado do bebê. Destaca-se aqui que ambiente facilitador é, no início, a “mãe suficientemente boa”, que é suficientemente boa porque ela atende ao bebê na medida exata das necessidades deste, e não às suas próprias necessidades (DIAS, 2017).
A importância da mãe atender o seu bebê na demanda deste deve-se ao fato de que ao nascer, o bebê não possui um corpo uno e nem uma psique conectada ao seu corpo.
Embora haja um bebê para a mãe, o bebê ainda não sabe da existência dele mesmo, nem da mãe e nem do mundo. O bebê ainda não é uma unidade; antes da integração, o bebê está como que espalhado, desconectado (DIAS, 2017).
A mãe que consegue desempenhar a sua função suficientemente bem proporciona ao bebê um bom começo nos estágios iniciais do amadurecimento. Quando a mãe não é suficientemente boa, a criança não é capaz de começar a maturação do ego, ou então, ao fazê-lo, o desenvolvimento do ego ocorre de maneira distorcida. A criança inserida num ambiente de falhas recorrentes acarreta uma reatividade, a ansiedade inimaginável, provocando uma fragmentação do seu ser. Uma série de fragmentações da continuidade do ser provoca uma sobrecarga psicopatológica, pois a integração está intimamente ligada à função ambiental de segurança (WINNICOTT, 1962).
Diante do exposto, veremos como os cuidados em termos de holding e handling podem resultar em um ambiente com falhas ou em um ambiente seguro, favorecendo ou não o processo de integração, uma vez que o bebê ainda não sabe da existência da mãe no início do seu amadurecimento, mas os efeitos do ambiente são percebidos por ele.
A expressão em inglês holding the baby, segurar um bebê, tem um sentido bem definido, em que as mães se sentem com uma responsabilidade natural quando estão com um bebê em seu colo, estão envolvidas de uma forma muito especial, e de fato os bebês são sensíveis ao modo como são segurados, podem chorar no colo de uma pessoa e dormirem contentes no colo de outra pessoa (WINNICOTT, 1950).
Sobre a mãe segurando seu bebê, Winnicott aponta:
(…) você não se sente ansiosa nem aperta com força demais. Você não tem medo de deixar o bebê cair no chão. Você apenas adapta a pressão dos braços às necessidades dele, então se movimenta com suavidade e talvez até faça alguns sons. O bebê sente a sua respiração, o calor que emana de sua respiração e de sua pele, então descobre que o jeito como você segura é bom (WINNICOTT, 1950, p. 32).
O holding também protege da agressão fisiológica e inclui a rotina completa do cuidado dia e noite, assim como as mudanças instantâneas do dia a dia que fazem parte do desenvolvimento do lactente (WINNICOTT, 1960).
Este cuidado que é essencialmente físico é também “a única forma em que uma mãe pode demonstrar ao lactente o seu amor. Há aquelas que podem suster um lactente e as que não podem; as últimas produzem rapidamente no lactente uma sensação de insegurança e um chorar nervoso” (WINNICOTT, 1960, p. 49).
Sobre a questão das necessidades instintivas do bebê, Winnicott aponta que “estamos mais preocupados com a provisão ambiental que torna possível todo o restante, ou seja, estamos mais preocupados com a mãe segurando o bebê no colo que com a mãe alimentando o bebê” (1955, p. 244).
Sustentar um bebê no colo implica em um conjunto de elaboração de experiências, que de fora podem parecer apenas fisiológicas, mas fazem parte da psicologia da criança, e são determinadas pela percepção e empatia da mãe (WINNICOTT, 1960).
É com esta percepção e empatia da mãe que se dispensa qualquer conhecimento intelectual sobre o ato de segurar. Um segurar satisfatório promove o desenvolvimento pessoal do bebê de acordo com suas tendências herdadas e a sua continuidade de existência e, após isso, a sua autonomia (WINNICOTT, 1967).
Faz parte do segurar total (holding), o manejo (handling), cuidado materno que aloja a psique no corpo. Além do bebê ser envolvido por todos os lados, seja pelo colo ou pelo aconchego do cobertor e almofadas do berço, manusear o seu corpo implica todas as sensações táteis ao ser banhado, acariciado, afagado ou cheirado (DIAS, 2017).
Segundo Winnicott:
“O manuseio facilita a formação de uma parceria psicossomática no bebê. Isso contribui para a formação do sentido do ‘real’, em oposição a ‘irreal’. O manuseio falho trabalha contra o desenvolvimento do tônus muscular e da chamada ‘coordenação’, e também contra a capacidade de o bebê gozar a experiência do funcionamento corporal, e de ‘SER’” (1960, p. 127).
O cuidado físico – segurar e manusear – assegura para a criança que sua psique-soma trabalhe em harmonia nela mesma (WINNICOTT, 1967).
Sendo assim, outro ponto importante deste processo é que a criança começa a adquirir memórias destas experiências do segurar-manusear, constituindo na criança um meio interno sentido como bom. São estas experiências que ajudam a criança a suportar pequenos períodos de falhas ou desadaptação da mãe (WINNICOTT, 1954).
Pode-se dizer que a confiança é construída a partir das experiências satisfatórias vindas da dupla segurar-manejar, que criam o mundo interno da criança, pois segundo Winnicott, quem não experimentou estes cuidados da “confiabilidade humana, é uma criança carente, (…) a única coisa que pode ser aplicada de modo lógico a uma criança carente é o amor, amor em termos de segurar e manusear” (1968, p. 143).
O setting terapêutico não é apenas um conceito que se restringe ao lugar físico que a terapia se dá, ele se conceitua como “a soma de todos os procedimentos que organizam, normatizam e possibilitam o processo psicanalítico” (ZIMERMAN, 1999, p. 301). Ele é um campo relacional e experiencial onde a pessoa pode integrar e reintegrar os aspectos fragmentados e pode viver o processo de desencouraçamento. Em ambos os autores, o setting como presença sustentadora, campo relacional e experiencial, como espaço de transicionalidade entre a realidade interna e externa do paciente e o corpo como eixo de integração e reintegração são os pilares para que o processo terapêutico seja transformador.
Trazendo a visão winnicottiana para o setting terapêutico, o terapeuta winnicottiano é aquele se adapta as necessidades de seu paciente, lembrando que, o paciente que mais necessita de integração e adaptação do terapeuta, é aquele em que na sua relação, cuidador-bebê, houve falhas recorrentes de não adaptação por parte da função materna, principalmente nos estágios iniciais do amadurecimento.
Nesta perspectiva, ao tecer sobre o conceito de holding de Winnicott como sustentação emocional, na relação terapêutica, holding pode ser entendido como a capacidade do terapeuta de criar um ambiente seguro – um setting seguro, no qual o paciente pode experenciar suas emoções sem medo de colapsar ou ser invadido pois a presença do terapeuta é suficientemente boa.
Já o conceito de handling pela perspectiva do manejo terapêutico se remete a um manejo sensível, ao modo como o terapeuta lida com o paciente nos momentos de fragilidade, ajudando-o a se reorganizar. Isso, no setting é expresso na forma como o terapeuta ajusta sua postura, tom de voz e intervenções respeitando o ritmo do paciente.
Pensar holding e handling com a ótica da psicoterapia corporal, é pensar num holding corporal e no handling como o próprio toque e intervenção corporal do terapeuta.
Loil Neidhöfer (1947 – 2022), gestalt terapeuta e psicoterapeuta corporal, em seu livro O Trabalho Corporal Intuitivo discorre que “a pior situação para muitos pacientes é ficar a sós com o terapeuta em uma sala e não saber o que dizer ou fazer. Não há assunto, problema, exercício, nada. Apenas eu e você no jardim” (1994, p.41). Muito embora Neidhöfer estivesse trazendo algo comum ao trabalho clínico, situações como essa não assustam somente o paciente, ela pode ser aterrorizante para muitos terapeutas, como se a presença por si, a existência por si só, não fosse o suficiente, o existir e respirar junto enquanto dois organismos vivos, no contato e na presença fosse muito assustador. O autor ainda aponta:
[…] todo encontro verdadeiro é uma troca, uma mistura de energias corporais que leva a uma dissolução parcial e temporária do campo de energia de cada um. Quanto mais intenso e íntimo o encontro, mais forte o sentimento de dissolução. Não é possível ter um encontro assim e ao mesmo tempo continuar dentro dos limites antigos e seguros.” (NEIDHÖEFER, 1994, p.42)
Já Winnicott, aponta que nesses casos, muitas vezes, pode ser a primeira vez que o paciente fica sozinho na presença de alguém (Winnicott, 1960). Isso significa que este paciente quando bebê não teve a experiência de ser atendido em sua demanda, pois os momentos de descanso ou relaxamento do bebê, o que Winnicott denomina de solidão essencial, foram interrompidos.
De acordo com Dias (2017), os bebês aos quais nunca foram permitidos ficarem deitados, entregues as suas divagações ou mesmo taciturnos, em razão da mãe estar constantemente buscando algo nele que a tranquilize, perdem a própria sensação de viver.
Desta forma, o terapeuta winnicottiano sustenta o silêncio do paciente com sua presença, pois se o paciente demandar algo, ali está o terapeuta para atendê-lo, em termos de holding e handling.
Wilhelm Reich fala sobre identificação vegetativa e sensações orgânicas, que é a capacidade de sentir a outra pessoa, estar em contato. Neidhöefer (1994, apud MOSER, T. p.65) “terapeutas corporais lidam com afetos primitivos a temperaturas de alto-forno” e que para que a terapia não recaia no movimento pelo movimento, numa ginástica é importante que o terapeuta esteja consciente de que ele estará num relacionamento com a pessoa, que esteja em contato com o paciente a partir do seu próprio cerne.
“[…] No decorrer do trabalho, na maioria das vezes, ocorrem explosões emocionais consideráveis: ansiedade, afeição e paixão em grandes dimensões. Mas também o ódio, raiva, hostilidade e tristeza são liberados e vêm à tona. Se nessa hora o terapeuta não for ‘alguém de casa’, se for apenas uma máscara ou um psicotécnico que está ali, então o trabalho chegou ao fim. É péssimo ir tão fundo e o terapeuta não ser capaz de acompanhar você. Nesse trabalho temos de ser transparentes em nosso contato.” (NEIDHÖFER, 1994, p.65)
Com o entendimento de que enquanto mães ou alguém que desempenha a função maternal de cuidado de um bebê e enquanto terapeutas, não é possível estar sempre em contato com o cerne, livre de encouraçamentos ou em muitos casos não se teve na própria história de vida a possibilidade de sentir e viver o holding e handling de modo integrador. O objetivo e proposta desse artigo e laboratório não é trazer imposições de modo indiscriminado, isso seria cruel e desrespeitoso.
Pensando na contingência socioeconômico cultual e conscientes de que cada pessoa, seja a na sua função de mãe, pai ou terapeuta tem sua história, suas marcas, couraças etc. as autoras buscaram sair do lugar confortável e utópico do “como as coisas e posturas deveriam de ser” para tentar apresentar um recurso possível, que integra e reintegra a pessoa, que pode ser aplicado tanto no setting, quanto como recurso ao próprio terapeuta. Este recurso, aplicado ao adulto ainda é pouco falado, estudado e difundido: o toque sensível e a massagem do toque da borboleta desenvolvida por Eva Reich.
Eva Reich (1924 – 2008), filha mais velha de Wilhelm Reich, aponta a importância de um ambiente seguro e de técnicas não invasivas que permitem que a pessoa reestabeleça seu fluxo energético e reintegre vivências interrompidas. Seguindo os passos de seu pai, Eva ao longo de sua carreira de médica pediatra foi alicerçando seu trabalho na prevenção das neuroses. Tocada pela estranheza ao perceber que muitos terapeutas reichianos acreditavam que a dissolução das couraças se daria através de toques brutos e estressores (ZORNÀNSZKY, E. REICH, E. 1999, p.22), através de sua experiência e vendo seu pai trabalhar, tinha a certeza de que o toque suave, a delicadeza energética e o cuidado, principalmente no que se refere ao toque no processo terapêutico eram mais reintegradores.
Desenvolveu então, a Bioenergética Suave e a massagem Toque da Borboleta, pautada na concepção de energia e de couraças de Wilhelm Reich. Entendendo o corpo como uma “fita de lembranças” que guarda e grava tudo o que uma pessoa vivenciou, explica que essa “fita” pode ser rebobinada (de modo simbólico) a fim de mobilizar os sentimentos congelados (ZORNÀNSZKY, E. REICH, E. 1999, p.35).
Segundo Montagu (1988, p. 21), “a pele, como uma roupagem continua e flexível, envolve-nos por completo. É o mais antigo e sensível de nossos órgãos, nosso primeiro meio de comunicação, nosso mais eficiente protetor […] é a matriz de todos os sentidos”, ele “atesta a existência de uma ‘realidade objetiva’” (1988, p.28).
O que sutil, suave e respeitoso, seja ele através da massagem do toque da borboleta, técnica que será vivida no laboratório e que promove acolhimento somático, permitindo com que, dependendo do paciente, ele libere tensões sem ativar defesas rígidas reintegrando-se ao corpo e restaurando seu fluxo energético ou, apenas do toque como um gesto espontâneo – a partir do cerne do que é vivo, pulsante, saudável e respeitoso, sem necessariamente ser uma intervenção estratégica. Segundo Neidhöefer “[…] é um simples toque” (1994, p.76) que transmite mensagens simples como “eu o aceito”, “seja bem-vindo”, “eu entendo você”, “eu sustento sua dor”.
A partir das concepções apresentados pelos autores e da importância de um ambiente seguro, sustentador e de uma presença terapêutica que também priorize essas qualidades é que a possibilidade do desencouraçamento desabrocha e que o amadurecimento emocional integrado e reintegrado pela via do corpo que a pessoa é ocorre. Sendo assim, fica o convite a viver o tema proposto a partir da provocação de sentir a si mesmo: Em ti, nesse exato momento, o que está pulsando, se movimentando, fluindo? O que está tenso, sem vida, já está posto. Mas o que e onde, ai no corpo que tu és, pulsa vivacidade?
Esse será o nosso fio condutor, integrador e reintegrador.
Referências
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Sobre o(s) autor(es)
Leilane Crislen Cordeiro
Psicóloga (CRP-08/22469), Especialista em Psicomotricidade (FATEC/PR), Especialista em Psicologia Corporal (Instituto Reichiano/PR), Analista Biodinâmica (IBPB/SP). E-mail: leilanecordeiro85@hotmail.com
Penélope Cristina da Silva
Psicóloga (CRP-08/18263), Sexóloga (FG/RS). Analista Reichiana. Especialista em Psicologia Corporal, categoria Clínica (Centro Reichiano/PR). Facilitadora em Análise Bioenergética (Vitale/ SP), especializanda em Psicologia Corporal e Análise Bioenergética (Certified Bioenergetic Therapist/CBT) pelo Vitale, SP. Idealizadora e sócia do Ser emsi – Centro de Psicologia e Terapias Corporais. E-mail: penelope.cristsil@gmail.com