Segundo Dia

DIA 04/06/2021 – SEXTA – OFICINAS

PROGRAMA COMPLETO DAS OFICINAS 2021

PROGRAMA COMPLETO DAS OFICINAS 2021

Clique no PDF ao lado para abrir o programa completo das Oficinas, exatamente como irá encontrar quando for fazer suas escolhas em sua página pessoal aberta pelo sistema no ato de sua inscrição.

Para cada Grupo, você pode escolher participar de UMA atividade do Grupo A e UMA do Grupo B (cor laranja) ou apenas UMA atividade do Grupo C (cor verde).


Quando a atividade for CO (Comunicação Oral), serão 2 temas em uma mesma sala, que estarão indicados pelas letras a e logo após o próprio número da atividade (Exemplo: 1a, 1b). Isso significa que, ao escolher uma Comunicação Oral, você assistirá duas apresentações de dois conferencistas e temas diferentes. Quando preencher a Ficha de Inscrição no sistema, apenas o primeiro título dessas duas apresentações estará disponível para ser assinalado e automaticamente você estará inscrito nas duas apresentações, a e b.


Anote o número da atividade que deseja participar porque irá ter que marcar quando preencher a Ficha de Inscrição no sistema. Ou se preferir, abra direto o sistema que lá também irá aparecer todas as atividades como estão indicadas nessa página. É só escolher e salvar que tudo ficará registrado em sua própria página.


Para fazer sua inscrição, use os botões nos botões no lado direito, canto superior da tela ou no link – QUERO ME INSCREVER

LEIA COM ATENÇÃO

Lembramos que você esta automaticamente inscrito para todas as palestras, mas precisa escolher as OFICINAS do 2º dia.      

SOBRE A ESCOLHA DAS OFICINAS

A escolha das Oficinas exige um pouco de atenção.  As atividades tem propostas e durações diferentes, sendo organizadas em GRUPOS (1 a 5) e separadas em Programas A, B e C.

As atividades dos Programas A e B têm duração de 45 minutos. As atividades do Programa B acontecem logo em seguida às do Programa A. Para facilitar, ambas são marcadas pela cor laranja.

As atividades do Programa C (cor verde), têm duração de 1h e 45 minutos e acontecem simultaneamente aos Programas A e B, ou seja, no mesmo horário.

Sendo assim, você pode optar por participar de UMA atividade do Programa A e UMA do Programa B porque são em horários diferentes.

Ou se preferir, pode participar de UMA atividade do Programa C porque acontece ao mesmo tempo em que as atividades do Programa A e B.

Por exemplo:


Então, se optar por Comunicação Oral, deverá marcar na ficha do sistema apenas a atividade que tenha Ponto 1 (Exemplo = 1.1) porque a que tem Ponto 2 (Exemplo = 1.2) está agrupada com a primeira e assim estará inscrito/a para ambas as Comunicações (1.1 e 1.2).                       

Além disso, irá perceber que quando a atividade for COMUNICAÇÃO ORAL, está agrupada com mais uma atividade numa mesma sala porque cada Comunicação tem duração de 20 minutos. Assim, numeramos essas Comunicações da seguinte forma: (Exemplo: 1.1 e 1.2.)

Para facilitar, quando for escolher suas Oficinas, o sistema mostra isso em cores diferentes (Laranja para os Programas A e B) e (Verde Para o Programa C). Se ainda assim tiver alguma dúvida, não deixe de nos comunicar, pois alguém poderá lhe auxiliar.       

E por fim, ao fazer suas escolhas no sistema, NÃO ESQUEÇA DE SALVAR e depois conferir em sua página pessoal aberta pelo sistema, no ícone FICHA GERAL, se suas escolhas foram registradas. No dia do evento, você terá essas escolhas impressas no verso de seu crachá.

Você pode escolher participar de UMA atividade do Grupo A e UMA do Grupo B (cor laranja) ou apenas UMA atividade do Grupo C (cor verde)

1a (CO) – Voz: nossa identidade sonora. Gislaine Costa Belo de Souza Gomes/PR

O que nossa voz conta sobre nós? Já parou para se escutar? O presente trabalho tem como objetivo instigar e explorar o autoconhecimento através da escuta. A voz é como nossa identidade sonora, sendo que cada pessoa tem a sua e não há uma igual a outra. Ela nos revela quem somos, nossa personalidade e nossos traços de caráter. À medida que vamos nos conhecendo e crescendo em nosso desenvolvimento emocional, vamos permitindo que nossa voz ecoe equilibrada e rica em nuances vibracionais.


1b (CO) – Oratória: como tornar seu corpo o seu aliado ao falar em público. Loriane Heide/SC

Engana-se quem pensa que a Oratória é algo necessário somente para ministrar palestras e dar aulas. A oratória, ou seja, a comunicação assertiva, clara, dinâmica, com emoção, e que causa vínculo, está presente em todas as nossas relações humanas. Tem-se também a ilusão de que Oratória é um dom, algo que é inato do indivíduo; mas, na verdade, ela é uma habilidade que pode ser desenvolvida. Contudo, muitas vezes, emoções como o medo, a vergonha, a insegurança impedem os indivíduos de usarem e desenvolverem essa habilidade. Essas emoções se manifestam no corpo, como por exemplo, os tremores, taquicardia, sudorese, dificuldades com a voz, entre outros. Essa atividade apresentará as principais emoções que podem estar relacionadas à dificuldade de usar e desenvolver a Oratória, suas manifestações corporais e como lidar com elas.



2a (CO) – O reencontro entre o indivíduo e seu corpo através da Reflexologia Podal e de exercícios da Bioenergética. Simone Aparecida da Cruz Ferreira das Chagas/SC

A Reflexologia Podal, apesar de ser uma terapia bastante antiga, ainda é pouco conhecida. Tem como base a Medicina Tradicional Chinesa. Utiliza os pontos reflexos concentrados, definidos nos pés através de pressões em pontos específicos e trabalha a energia vital, além de estimular as zonas longitudinais e os principais canais ou meridianos, buscando assim equilibrar todo o organismo, proporcionando ao indivíduo os mais diversos benefícios. A Reflexologia Podal é uma técnica que busca restabelecer a homeostase e o equilíbrio geral do organismo como um todo, relaxando tensões, melhorando a circulação sanguínea, oxigenação e o funcionamento do sistema nervoso. A Bioenergética é uma prática terapêutica que tem como fundamento a ação das emoções sobre o físico e a energia vital e foi desenvolvida por Alexander Lowen, um dos alunos de Wilhelm Reich. Analisa e trata o efeito nocivo da repressão emocional que desencadeia tensões na musculatura do corpo, tensões essas que impedem de acessarmos emoções essenciais e vitais como amor, vontade, criatividade, serenidade, paz, alegria, coragem, prazer, entre outras. A conexão entre a Reflexologia Podal e os exercícios da Bioenergética tem várias vantagens, dentre elas permitir ao indivíduo ter consciência e percepção de onde estão as tensões e os bloqueios de energias em seu corpo, as quais influenciam nas sensações e emoções sentidas e vice-versa, como suas emoções e sentimentos influenciam nas tensões e bloqueios de energias em seu corpo.


2b (CO) – A Psicologia Corporal como auxiliar no processo da busca feminina pela liberdade de ser, sentir e se expressar. Nathalie Pailo Perozin/PR

Como mulher e como terapeuta corporal, trago nesta apresentação uma visão de como a Psicologia Corporal pode auxiliar as mulheres na conexão com sua potência feminina e no processo de busca por mais liberdade de ser, sentir e se expressar. Com base em experiências pessoais e profissionais, percebo a profundidade das marcas que ficam gravadas em nosso corpo, emoções e comportamento, advindas de bloqueios e repressões vividas, e vejo na Psicologia Corporal um caminho para transformação dessas marcas e reconexão com nossa essência. Será abordada uma conceituação básica da Psicologia Corporal, relacionando esta com aspectos do universo feminino e sugerindo aplicações práticas que podem auxiliar as mulheres nessa busca.



3a (CO) – Robôs sexuais: já começou a era da inteligência artificial no sexo. Marcello Araujo/PR

Em todos os lugares aumenta a participação, voluntária ou não, da Tecnologia no nosso cotidiano. Cada vez mais, os estímulos causados pelo desenvolvimento tecnológico influenciam a nossa vida emocional, com mais ruídos, ansiedade e etc., e com cada vez menos serenidade, especialmente no aspecto sensorial. Estamos vivendo uma “explosão tecnológica” quando comparamos os anos recentes com as décadas anteriores a eles. A simplicidade e a serenidade no dia-a-dia está cada vez mais rara, sendo trocada por mais estresse e padrões tecnológicos, que cada vez mais, influenciam as nossas vidas. Em algum momento, a tecnologia iria invadir o comportamento sexual. Fala-se muito em educação sexual e que a maioria das pessoas iniciam a vida sexual com menos (ou bem menos) preparo que o necessário para uma vida saudável. O desenvolvimento tecnológico, somado à inteligência artificial, há tempos, vêm inserindo no mercado mais uma variável na vida sexual, cuja participação não para de aumentar e que precisa ser estudada com critério e respeito: os robôs sexuais. O que se sabe até o momento é que os robôs sexuais estão aumentando de número e a sua fabricação está os tornando cada vez mais parecidos com os seres humanos, o que pode aumentar sua utilização e/ou consolidar a participação deles num futuro muito próximo, uma vez que já fazem parte do presente.


3b (CO) – A influência das redes sociais na vigorexia masculina: perspectiva da psicologia corporal. Bruna Letícia Zarpelon/PR

O desejo de um corpo perfeito e musculoso, que possa ser aclamado pela mídia e redes sociais, atualmente se torna uma obsessão que assola boa parte da população brasileira e mundial. Através dos aplicativos das redes sociais existem reproduções diárias de padrões corporais de beleza a serem seguidos, os quais influenciam diretamente a maneira como as pessoas concretizam suas percepções corporais, com vistas a atingir tais metas e padrões, desenvolvendo por vezes, transtornos psicológicos e alimentares, ou distorções corporais. Desta forma, o presente trabalho busca contemplar essa questão visando compreender as desconexões corporais que se desencadeiam a partir da influência das redes sociais na vida de pessoas do sexo masculino, possibilitando o desenvolvimento de transtornos psicológicos e alimentares sob o viés da Psicologia Corporal, baseado na premissa das couraças corporais.



4a (CO) – Corpo consciência. Wilson Mendes Gomes/PR

Cada vez mais temos acesso a informações e a novas tecnologias, mas ao mesmo tempo, cada vez mais estamos nos distanciando do nosso ser; o dito SER HUMANO está cada vez mais longe de ser um SER evoluído, que difere dos demais seres, por possuir inteligência e razão. A quantidade de informações que recebíamos até o ano 1900, dobrava a cada 100 anos e, atualmente, duplica a cada 13 meses. Logo, será a cada 12 horas, e mesmo assim cada vez mais as pessoas estão adoecendo, o mundo está adoecendo. É preciso que busquemos voltar e resgatar uma consciência corporal, buscar nossa natureza, buscar aquilo que perdemos, ou que deixamos de lado por pensar que não precisamos mais, pois temos as respostas para os problemas. Essa busca pela nossa natureza, não somente pela consciência ou razão, mas por algo muito maior. Nós precisamos SENTIR e como dizia Reich: “O homem moderno é estranho à sua própria natureza”.


4b (CO) – Respiração como instrumento de ressignificação do estresse e flexibilização das couraças. Luzia Rezende da Silva/MG

Respirar é um ato fundamental que acompanha a pessoa desde o momento do nascimento. O ser humano consegue ficar um tempo significativo sem comer ou ingerir líquidos, mas não suporta mais do que, no máximo, alguns minutos sem respirar. Mesmo sendo a respiração imprescindível à condição humana, não se confere a ela a devida importância. Ao tratar pessoas em situação de estresse – o que está cada vez mais evidente na atualidade –, o psicoterapeuta corporal tem a respiração como um importante instrumento, pois ela se apresenta como uma grande aliada. No processo terapêutico, quanto mais se estimula uma respiração consciente, mais a pessoa acompanhada vai liberando a energia estagnada e flexibilizando as couraças, o que possibilita a ela identificar e superar as causas que a levaram ao processo de adoecimento. É preciso compreender a situações de estresse holisticamente, buscando perceber todas as varáveis que levam a pessoa a esta situação. O terapeuta corporal que tem essa compressão poderá, por meio do estímulo da respiração consciente, obter um resultado bem mais satisfatório no acompanhamento terapêutico.

5 (VIV) – Biocapoeira. Luiz Carlos Malvino/SP,  Cleide Machado/SP e Marcia Natsuko Watanabe/SP

Biocapoeira é um método aonde se praticam exercícios respiratórios, físicos, práticas de mantras cantados e técnicas de massagens beneficiando o corpo, a mente e a energia vital do praticante. Trabalha a respiração para controle e eliminação de emoções tóxicas, a postura física e mental frente à vida, e as vibrações… É Bio!!!


6 (VIV) – Quando os papéis se invertem: do ser cuidado ao cuidador. Laerte Augusto Rolim/SP e Regina Maria Martins Del Coco/SP

A proposta é vivenciar a inversão de papéis que ocorre quando nos tornamos cuidadores de nossos pais: do crescer e receber cuidados ao progressivo envelhecimento dos pais, que passam a ser cuidados. A vivência contará com o uso dos toques terapêuticos no enriquecimento dos vínculos dessa relação.


7 (LAB) – Intervenções em psicoterapia corporal: exemplos e considerações. Gisele Fontenelle de Oliveira Castro/SC

A Psicoterapia Corporal Reichiana propõe uma perspectiva holística em relação ao ser humano, concebido como um fenômeno psicossomático e energético. Além disso, há diversas escolas dentro do campo mais amplo da “Psicoterapia Corporal”, cada qual com sua metodologia própria. As técnicas de intervenção terapêutica utilizadas por estas escolas podem ser verbais e/ou corporais. Este trabalho procura exemplificar algumas destas intervenções, tecendo considerações sobre as indicações, os cuidados e limites em relação às mesmas.


8 (LAB) – Entrega ao Fluxo da Vida: para além das estruturas de defesa de caráter. Fernando H. R. Aguiar/DF

O que são as estruturas de defesa de caráter? É possível que elas deixem de existir? O que aconteceria nesse caso? Essas perguntas guiaram a pesquisa e exploração de cinco anos que levou ao conceito das Inteligências Estruturantes e à criação do trabalho “Entrega ao Fluxo da Vida” como um caminho para além das estruturas de defesa de caráter. Este laboratório é essencialmente vivencial, poia à medida que as Inteligências são apresentadas você sentirá elas se movendo no seu corpo e consciência. Você compreenderá e vivenciará a qualidade energética básica que dá origem a cada estrutura de defesa de caráter. A partir daí, seguiremos o caminho do fluxo vital desde a formação da primeira estrutura de defesa até a última, e a possibilidade de irmos para além de todas elas.

9a (CO) – Amor e dor: um olhar da Psicologia Corporal para o adoecimento do coração. Isabela Molina Escorsin/PR

Reich afirmava que as emoções desencadeiam experiências energéticas no ser humano e vice-versa. Porém, algumas experiências energéticas poderão deixar marcas permanentes, levando o homem a se reprimir emocionalmente e dificultando sua evolução para um ser genital, manifestando psicopatologias. Instigado por essa energia advinda das emoções, Lowen percebeu que o amor é digno de um estudo ousado, trazendo à luz reflexões e estudos acerca da relação desse sentimento com o coração e o desejo sexual, sendo este último considerado tabu até os dias atuais. Tendo em vista tal tabu, os indivíduos tem isolado o coração de seus pensamentos e ações. Buscarei, na presente atividade, elucidar como o amor e a dor estão diretamente relacionados ao adoecer do coração, bem como o mesmo ocorre na visão da Psicologia Corporal, buscando corroborar com futuras e necessárias pesquisas sobre o tema em outras áreas do conhecimento.


9b (CO) – O resgate do self na relação ser humano-natureza. Maria Paula Bertol/RS

Na Psicologia Corporal, ao estudarmos a Análise do Caráter, investigamos desde a história de vida até onde existam possíveis couraças, que são originadas de traumas que geram bloqueios emocionais e comprometem o fluxo de energia que promove o equilíbrio necessário para o bem viver. Esta abordagem traz conceitos e técnicas que nos permitem compreender e intervir nestes bloqueios para além da terapia verbal, a nível corporal e energético. Neste estudo também resgatamos um conhecimento ancestral, que é o Xamanismo, buscando entendimentos sobre nossa relação com a natureza, vista como uma totalidade da qual fazemos parte. Considerando uma possível intersecção entre estes caminhos, aprofundamos o estudo sobre os quatro elementos da natureza e como são compreendidos no Xamanismo. Neste sentido, nossa proposta é promover o diálogo entre estes caminhos, a Psicologia Corporal com este conhecimento ancestral, acreditando que possam se complementar, com vistas à autopercepção e equilíbrio no fluxo energético das pessoas.



10a (CO) – O débito de Osho com Wilhelm Reich, Parte 1: os escritos. José Felipe Rodriguez de Sá/BA

Osho: um dos líderes espirituais mais controversos do século XX. Ame-o ou odeie-o, é inegável a extensão da popularidade e influência do antiguru indiano. Este trabalho destaca a dívida do grande expoente do neotantrismo no Ocidente para com Wilhelm Reich. Foca-se em como a obra e a vida de Reich foram acolhidas e valoradas – e, por vezes, criticadas – por Osho. Em específico, o papel das neuroses nos bloqueios energéticos, a relação indireta de Reich com o tantra e os paralelos do orgone na religiosidade oriental. Além disso, são abordados os comentários de Osho sobre a perseguição política de Reich e o fato de “Escute, zé-ninguém!” ser um de seus livros prediletos.


10b (CO) – Nascimento, morte e renascimento do sexo. Rosana de Cássia Ferreira Machado/PR

Nas sociedades antigas matriarcais o sexo era livre e ligado à espiritualidade. Mais tarde, com as sociedades patriarcais, o sexo passou a ser regulado pela sociedade e pela igreja, transformando-o em pecado e o classificando como um impulso animalesco e indigno. Este funcionamento social repressor aos poucos foi sendo responsável por diversas patologias e perversões presentes nas sociedades modernas. Nos últimos cem anos ganhamos mais liberdade sexual e o sexo passou a ser a base para a individuação e autoconhecimento do indivíduo. Mas ainda é uma conquista recente e carente de orientação e cuidado social. Podemos agora provar cientificamente que o ser humano foi projetado para fazer muito mais sexo do que os animais e que, este sexo, através do estudo de tradições antigas pode ser usado para o bem estar psíquico e o desenvolvimento espiritual do ser humano.



11a (CO) – Fale agora ou cale-se para sempre. Que medo é esse? O medo na visão da Psicologia Corporal. Mônica da Silva Braga/PR

Há um sentimento que pode nos acompanhar desde o momento que somos gerados. Na dose certa, nos conscientiza do perigo, nos coloca em um estado de alerta extremamente importante para a nossa sobrevivência. Mas, se “perdemos a mão” e colocarmos algumas gotas a mais será como um veneno letal na nossa vida. Matará a nossa iniciativa, alegria de sermos nós mesmos, bloqueará nossos movimentos, nossas emoções e tomada de decisão. Trancará em uma masmorra as nossas melhores ideias, matará de fome a vontade de seguir em frente, de nos expormos, de mudar de vida. Nos fará escolher o confortável, nos acostumarmos com a dor, nos calará e moldará o nosso corpo. Mas afinal, que medo é esse? Como educadora, tratarei aqui do medo que atinge impiedosamente crianças e adultos de todas as idades, sexos, raças, cada vez que precisam se expor. O medo de errar. O que há por trás desse sentimento? Como dominá-lo e controlá-lo? Que sinais nosso corpo mostra e como trabalhar com eles? Sem a pretensão de entregar um diagnóstico fechado, venho por meio dessa apresentação despertar a consciência dos ouvintes, levando-os a superar essa dificuldade.


11b (CO) – O teatro e a flexibilização das couraças. Gabriela Colla Romero de Souza/PR

Empatia, coletividade, exposição, contato e entrega. A prática teatral oferece elementos que podem proporcionar autoconhecimento e a consequente mudança necessária para a flexibilização das couraças. O teatro é uma maneira de aprender a estar na própria pele, ao mesmo passo que nos permite vestir a pele do outro.



12 (SEM) – Asas para quem tem raízes: fundamentos das práticas corporais bioenergéticas, do grounding ao surrending. Sandra Mara Volpi/PR

A abordagem bioenergética em psicoterapia propõe, de um lado, o trabalho analítico, por meio do qual se compreende e elabora a estrutura de funcionamento caractereológico, que corresponde a um particular sistema de defesa emocional. Este sistema de defesa reflete-se também no corpo, e por isso, de outro lado, a Análise Bioenergética propõe o trabalho físico e energético em paralelo à abordagem analítica do caráter. Vale dizer que o caráter está no corpo e, a partir deste, igualmente, pode se flexibilizar. Em outros termos, a prática da Bioenergética contempla a totalidade de nossa existência, buscando integrar a cisão entre nossos pensamentos, emoções e ações. Em termos metodológicos, diminuir tensões resulta em aumentar a vitalidade, assim como aumentar a vitalidade resulta em diminuir tensões. Nesse seminário, discutiremos a metodologia básica da Bioenergética, desde o exercício do grounding, que permite um melhor enraizamento na própria realidade somática, passando pelo longing, pelo kicking, pelo uso do stool e, finalmente, permitindo o surrending – a redenção à própria existência.


13 (LAB) – Memórias precoces: como nos afetam e como trabalhá-las. Luciana Garbini De Nadal/RS

Reich observou que quanto mais precoce é a etapa do desenvolvimento em que ocorre um bloqueio emocional, mais delicado é o trauma consequente. É na etapa pré-verbal que adquirimos nossos primeiros referenciais de vida. O fato de não termos memória explícita desta fase dificulta o entendimento de onde está a raiz de muitos problemas emocionais, já que a maioria destes se localiza justamente neste período de vida. Por esta razão, muitas terapias não conseguem atingir um nível profundo de cura. Esse laboratório busca trazer informações e ferramentas práticas da Psicologia Corporal e da Neurociência para capacitar o participante a trabalhar as memórias precoces.


14 (LAB) – TRE – Tension & Trauma Release Exercises: benefícios e aplicabilidades práticas. Marli Carolina Ferreira Bonine /SP e Cintia Gabriel de Oliveira Kanievski/SP

Propõe-se levar informação da prática do TRE, da forma como vem sendo aplicada gratuitamente para a sociedade de Presidente Prudente/SP há mais de três anos, e quais suas vantagens, sua resposta e aplicabilidade na clínica contemporânea.


15 (VIV) – O trem: a viagem da vida. Chegar ou não no destino? Wilson Pacheco/SC

A vivência tem por objetivo viajar pelas etapas da vida, desde o útero até o “último dia”, vivenciando no corpo as diferentes “estações” da existência, experimentando técnicas corpóreas próprias para cada etapa e sentir o “não experimentar” quando a vida desembarcar precocemente do trem.


16 (VIV) – Meu caminho até aqui: revivendo minha história para poder seguir em frente. Fabio Martins Vieira/SC, Mariana Barbosa Oliveira/PR e Cláudia Castilhos/PR

O presente trabalho pretende conduzir os participantes na revivência de algumas etapas do desenvolvimento psicomotor, acompanhada do suporte adequado que favoreça esta estruturação até a conquista do movimento de caminhar como representação de uma emancipação devidamente embasada. A Análise Bioenergética de Alexander Lowen nos fala da importância do grounding enquanto capacidade de aterramento e de contato com a realidade, com nossos corpos e sexualidade, sendo imprescindível a construção deste enraizamento físico e psicológico para se alcançar grandes alturas. Portanto, a dinâmica propõe um trabalho em duplas no qual cada participante irá experimentar o papel de cuidador e de acolhido, favorecendo o suporte necessário para uma retrospectiva vivencial da proteção do útero, do reconhecimento mútuo do nascimento, do acolhimento na amamentação e da descoberta da mobilidade, possibilitando a ressignificação da sua trajetória.

17 (SEM) – Acupuntura, Nutrologia, Vegetoterapia: possibilidades convergentes de tratamento. Agnaldo Pandini/SC

O organismo humano tem um inteligente sistema neurovegetativo. As memórias podem ser neuromusculares e podem ter a possibilidade de emergirem e serem ressignificadas através de técnicas corporais oferecidas pela Vegetoterapia. Associando a abordagem da Nutrologia e da Acupuntura, há possibilidade de diagnosticar e tratar melhor as condições relacionadas à saúde humana, oferecendo opções de tratamento mais funcionais para as diferentes desarmonias do corpo e da mente. As três visões integram e devolvem de forma mais saudável o potencial e a vitalidade do corpo físico e psíquico. Essa abordagem tem o propósito de unir os diferentes saberes.


18 (SEM) – Socorro, o bebê vai nascer! E agora? Um olhar psico-corporal na perinatalidade. Natália Drulla Brandão de Souza Lied/PR e Ellen Fabiane Mancini/PR

A gestação é um momento na vida da mulher que envolve muitos sentimentos, incluindo a angústia. Atualmente, existe um movimento de glamourização da maternidade, que vai na contra-mão do que seria uma gestação e maternagem saudável. Os estudos de Wilhelm Reich, Federico Navarro e outros teóricos oriundos da teoria reichiana, apontam para a importância de proporcionar uma saúde física, emocional e energética ao útero materno, que será o primeiro ambiente a acolher o novo bebê, influenciando seu desenvolvimento desde a concepção ao nascimento. Por isso, aqui se propõem o estudo psico-corporal na perinatalidade, como um resgate da teoria que possa vir a embasar o desenvolvimento de uma programa para gestantes/casais que enfoque as etapas do desenvolvimento e as práticas da flexibilização de couraças como prevenção de neuroses, através de exercícios que fortaleçam a vitalidade, movimento e energia no ciclo gravídico puerperal.


19 (SEM) – Psicossomática reichiana – compreensão das doenças de acordo com a condição energética e os traços de caráter. José Henrique Volpi/PR

A doença psicossomática sempre tem um sentido de existir e traz alterações tanto para o doente quanto para os familiares e seu entorno. A proposta desse seminário é explorar a doença psicossomática do ponto de vista energético e caracterológico, fazendo uso das teorias de George Groddeck, Wilhelm Reich e Federico Navarro.


20 (SEM) – Psicoterapia Breve Caracteroanalítica – intervenção focal. Elias Junior Minasi/PR

A partir da Vegetoterapia Caracteroanalítica, de Federico Navarro, a PBC é um método estrutural desenvolvido por Xavier Serrano e equipe da EsTeR (Escola Espanhola de Terapia Reichiana) para intervenções focais, com tempo e metas específicas.

21 (LAB) – EMDR e psicoterapia corporal: como lidar com memórias traumáticas emergentes durante o desbloqueio dos segmentos de couraça. Antonio Ricardo Silva Teixeira/DF

Este laboratório teórico-prático visa oferecer alguns recursos técnicos para serem agregados à metodologia da psicoterapia corporal de base reichiana frente ao surgimento de memórias traumáticas durante o desbloqueio. O núcleo traumático não resolvido pode acirrar a resistência transferencial, tendências regressivas, surtos psicóticos, fuga da terapia, criar padrões cíclicos de fuga de contato, sintomas de TEPT (Transtorno de Estresse pós Traumático) e/ou defesas dissociativas, e ainda fortalecer a rigidez caracterológica em vez de flexibilizar. Teoria: 1-Dissociação e os diferentes graus da falta de contato. 2-Como o trauma e a vergonha se ocultam nas couraças. 3-Como podemos retraumatizar em vez de tratar. 4-Princípios básicos do EMDR-Eye Movement Desensitization and Reprocessing. 5-Diferença entre mudança de estado emocional e reprocessamento. 6-Catarse e elaboração. 7-A superação do trauma e o self na direção do tratamento. Técnicas: 1-Fronteira e segurança. 2-Obtendo responsividade ao reprocessamento. 3-Como empregar os movimentos oculares de forma segura.


22 (VIV) – O corpo e suas delícias: trabalhando o prazer nos segmentos de couraça. Renato Nascimento de Miranda/DF e Cristiane Zanette de Camargo/SP

Prazer é uma sensação que apesar de ser avidamente perseguida, está sujeita a muitos desencontros e distorções, em função das inibições e repressões individuais e sociais que enfrenta. Essas repressões ficam marcadas no corpo em cada um dos segmentos da couraça, bloqueando-o de diferentes formas em nossas vidas. O objetivo desta vivência é trabalhar a experiência do prazer em cada um destes segmentos, colocando a pessoa em contato com seu corpo, flexibilizando suas resistências e tensões físicas e caracterológicas, facilitando o fluxo integral de sua bioenergia e a entrega para o prazer da vida.


23 (VIV) – Crianças do presente: ludicidade, ritmo e paraquedas. Diogo Johannes Follador de Souza/PR e Beatriz Cornelsen Boscardin/PR

O que a criança pequena saudável sabe fazer de melhor, quando não está comendo ou dormindo, é brincar. Na medida em que cresce, esse brincar geralmente perde espaço na vida do sujeito, seja por necessidades práticas, falta de tempo ou mesmo pelo julgamento alheio. A magia do brincar e do universo lúdico, em nosso contexto contemporâneo, muitas vezes perde espaço para a mecânica do trabalho e para a correria do dia a dia. Contudo, o prazer do brincar ainda habita no adulto moderno e por intermédio de um diálogo entre Wilhelm Reich e André Lapierre (cocriador da Psicomotricidade Relacional), numa dinâmica lúdica, se pretende resgatar a criança adormecida nesse adulto.


24 (VIV) – Conectando-se com o corpo e harmonizando os Chakras. Cândida Luciano/PR e Tatiane Marili Pereira Machado/PR

A vivência permite realizar um trabalho de consciência corporal através do movimento, ativando a percepção do fluxo de energia do nosso corpo com o alinhamento dos Chakras principais e possibilitando sentir a energia fluindo e se restaurando em nosso corpo.

Você pode escolher participar de UMA atividade do Grupo A e UMA do Grupo B (cor laranja) ou apenas UMA atividade do Grupo C (cor verde)

25 (SEM) – Os papéis que executamos na vida – do ser cuidado ao cuidador. Laerte Augusto Rolim/SP e Regina Maria Martins Del Coco/SP

A família é a principal fonte de apoio e cuidado ao idoso. Quando os papéis se invertem, e de sermos cuidados passamos a cuidadores de nossos pais e familiares, há necessidade de toda uma reestruturação de vida, pois precisaremos reconhecer os estágios de comprometimento da saúde do idoso, e os recursos psicoterapêuticos possíveis para preservar a ambos, cuidador e ser cuidado. Pouco tocamos o idoso, por não reconhecermos sua necessidade de ser amado, de ser visto e tocado. Ao não tocarmos, rompemos um importante canal de conexão do idoso com suas lembranças mais íntimas. O toque terapêutico pode reconectar o idoso que está sendo cuidado com sua vida interior, com sua alma e vivacidade.


26 (SEM) – A Neurociência corroborando as descobertas de Reich. Luciana Garbini De NadalRS

Pesquisas em Neurociências estão comprovando as descobertas de Reich sobre a importância da etapa pré-verbal do desenvolvimento emocional. Grande parte dos bloqueios emocionais tem sua origem nesta etapa, mas por não termos memória explícita desse período precoce, não temos noção de sua influência em nossa vida. Assim, estímulos sensoriais semelhantes ao trauma original ativam a memória implícita, causando sintomas no indivíduo, impedindo-o de viver o presente com saúde emocional. O objetivo deste estudo é ratificar e destacar a eficácia da terapia de Reich na saúde física e mental do indivíduo, além de contribuir para que sua obra seja devidamente reconhecida nos meios acadêmicos.

27 (SEM) – Saúde emocional na cozinha: o alimento e sua relação com os traços de caráter segundo Wilhelm Reich. Karina Reis/PR

Ao longo de nossas vidas vamos construindo histórias e memórias afetivas através da alimentação, e é nela também que por vezes buscamos compensar o vazio, o stress, as patologias e as ausências do dia a dia. Mas na cozinha, na conexão alimentar versus o conhecimento emocional que cada alimento traz em si, podemos, numa contramão de tudo aquilo que conhecemos sobre dietas, agregar saúde e bem estar, optando por um caminho de maior temperança, bem estar e força psíquica. Uma conexão entre a Psicoterapia Corporal (traços de caráter), a Medicina Tradicional Chinesa (elementos) e a Ayurveda (doshas) oferece um maior entendimento e possibilidades da nossa cozinha às nossas emoções. O que seu prato “sente”?


28 (SEM) – Quando o método não inclui o sujeito: contribuições de Wilhelm Reich para o campo da Educação. Cairu Vieira Corrêa/PR

Em diversos cenários que se propõem discutir questões educacionais, deparamo-nos com concepções de ensino amparadas no ideário pragmatista/funcionalista, que diferentemente de favorecer a emancipação dos sujeitos incluídos no processo de ensino, tendem a encaminhá-los a uma produtividade superficial e alienada frente às demandas do mercado de trabalho. Nesta apresentação, a partir do referencial teórico de Wilhelm Reich, discute-se as possibilidades de um processo educacional conectado ao favorecimento da autorregulação e a correlação entre uma educação tecnicista e o encouraçamento social.

29 (LAB) – Técnicas e manejos do Somatodrama em situações de crise e atendimentos de emergência, em situações de catástrofes ou não. Maria Christina Accioli Freire/SP

O intuito desse laboratório é buscar apresentar as possíveis formas de atuação do Somatodrama nas situações de crise e emergências, bem como conceituar crise, emergência e catástrofe, e a possível intervenção que pode ser feita a partir da atuação do profissional da área de saúde mental. De que recursos se pode lançar mão para dar assistência a pessoas e profissionais que estão passando por situações de crise, emergências e desastres? Quais os conhecimentos básicos que possibilitam trabalhos em grupo? Neste sentido, acreditamos na importância do conhecimento básico de técnicas e manejos psicológicos por parte dos profissionais das diversas áreas que atuam junto ao atendimento da população, equipes multidisciplinares conhecedoras desses manejos e procedimentos que, sem dúvida, podem oferecer uma ajuda mais efetiva a partir da demanda apresentada pela pessoa ou comunidade. O Somatodrama tem como proposta instrumentar e treinar equipes multidisciplinares e membros da comunidade como “egos auxiliares” para atuarem em grupo, com técnicas e manejos para baixar o nível de ansiedade e conter a crise através da mudança de percepção.


30 (VIV) – Meditando, mandalando e integrando o inconsciente. Rosana de Cássia Ferreira Machado/SP, Iáscara Fredrich da Silveira/SC e Camila Lass Botelho/PR

Os participantes serão recepcionados na sala e convidados a participarem de exercícios de intensidade moderada dentro de um Krya de Kundalini Yoga. Esta primeira parte visa trabalhar o centro cardíaco, diminuindo as defesas e aumentando a sensibilidade em relação a questões emocionais como preparação para o trabalho que virá a seguir. Em seguida serão convidados a viverem lembranças leves da infância para em seguida desenharem mandalas negras. A mandala negra tem o intuito de trazer conteúdos escondidos à tona. Em seguida compartilharemos sobre os conteúdos que emergiram e usaremos meditações ativas para integrar as experiências vividas.


31 (VIV) – Saúde emocional com a percepção da Fisiologia Sutil na Vivência Meditativa Mandala-Chakra. Marcia Cristina da Silva Oliveira/SC

A Técnica Meditativa Mandala-Chakra é uma nova experiência para processar e curar emoções negativas, pois remove bloqueios, promove limpeza e equilibra o sistema energético humano, o que leva os praticantes a vivenciarem um estado de integridade e de contentamento. Esta técnica permite acessar a autorrecordação, reconexão e reunião do corpo, mente e espírito. É uma experiência de conexão vibracional que promove o despertar dos cinco sentidos através de atividades práticas que desbloqueiam nossos centros de energia – chakras, onde cada participante torna-se a própria mandala, desenvolvendo estados perceptivos de consciência corporal e da fisiologia sutil. A Mandala-Chakra Terapia visa ser uma ferramenta alternativa de prática integrativa individual e/ou em grupo, a fim de favorecer um novo caminho para se ter mais equilíbrio e equanimidade interior. Nesse estado, plenamente integrado, o consciente e o inconsciente se fundem, facultando que a energia seja irradiada de todos os chakras.


32 (VIV) – A importância do autocuidado. Silvio Lucena Ulguim Junior/RS e Kely do Nascimento Pizio/RS

A vivência ressalta a necessidade do autocuidado através de pequenas atitudes que podemos tomar no dia a dia, em situações nas quais talvez uma ajuda externa possa demorar. As ferramentas usadas são baseadas em vivências e estudos na área da Yoga e da Bioenergética. Consiste em uma sequência de movimentações, alongamentos, autotoques e respirações que nos auxiliarão a tornar nosso corpo mais leve e, posteriormente, poderão se refletir em nossas atitudes diárias.

Você pode escolher participar de UMA atividade do Grupo A e UMA do Grupo B (cor laranja) ou apenas UMA atividade do Grupo C (cor verde)

33 (SEM) – Análise reichiana: a experiência do estágio em Psicologia Clínica – compreendendo o estudo de caso. Viviane Calisario da Silva/PR, Susan Maiara da Rosa/PR, Giovana Carolina Starepravo/PR e Paula Karoline de Almeida/PR

A Psicologia Corporal busca compreender o ser humano de forma a integrar as suas manifestações psíquicas, corporais e energéticas, ou seja, o paciente em sua totalidade. O presente trabalho apresenta a experiência do primeiro contato das autoras com a Psicologia Clínica, na abordagem corporal. Discute-se o percurso de formação do terapeuta reichiano através do material obtido no processo psicoterapêutico de pacientes atendidos em uma clínica escola universitária. Utiliza-se como principal fundamentação os princípios teóricos/metodológicos da Análise Reichiana, abordando aspectos voltados à relação terapeuta e paciente, à técnica da Análise do Caráter e à utilização da Vegetoterapia Caracteroanalítica.


34 (SEM) – Narcisismo secundário: os impasses da vergonha no conflito entre superioridade e inferioridade. Antonio Ricardo Silva Teixeira/DF

O objetivo desse trabalho é apresentar os fundamentos teóricos do narcisismo primário e secundário demonstrando suas manifestações no comportamento contemporâneo e sua função defensiva quanto à vergonha e o trauma na constituição da autoimagem. Como as saídas falso-self são motivadas pelo orgulho e desejo de superioridade? Como a agressão e a negligência afetam a autoaceitação, geram vergonha e inferioridade e dificultam o desenvolvimento da capacidade de amar? O confisco da verdade na busca de soluções precárias levam a repetir o ciclo do fracasso e da vergonha. Como construir um self verdadeiramente positivo, vulnerável e integrado ao corpo, referendado em suas capacidades e desejos e distinto da imagem ideal para o outro? Quais são os atributos deste self? Como a genitalidade se desenvolve? Como evitar as armadilhas da moralidade compulsiva?


35 (SEM) – Couraça, somatização e autorregulação: relato de caso clínico. Cristiane Monteiro Garbini/RS

A proposta desse seminário é apresentar o relato de um caso clínico de uma paciente de traço de caráter borderline com cobertura energética hiperorgonótica, cuja somatização levava à formação de hematomas no corpo todo.


36 (SEM) – O corpo entre as selfies e o verdadeiro self: reflexões contemporâneas para práticas corporais. Maria Isabel Saczuk/PR

A tecnologia digital facilita o acesso a todos os tipos de informações, e amplia a rede de relações sociais instantaneamente. A disseminação das redes sociais digitais estaria contribuindo para o fortalecimento do eu em seus modos de subjetivação e de expressão? Os autorretratos chamados de selfies são formas de expressão altamente difundidas na contemporaneidade. Para algumas pessoas os selfies são fontes de prazer e alimentam o caráter narcisista. Já para outras, são geradores de sofrimento e angústia, pois, para atender aos padrões que a globalização estabelece, se distanciam do verdadeiro self. Pautado nas concepções reichianas de self, este estudo tem o objetivo de refletir sobre novos territórios para o corpo nas interações virtuais, através de práticas que estabeleçam o contato com o verdadeiro self corporal.

37 (LAB) – Descobrindo nas constelações o campo do aprendizado. Tarso Firace/MG

O que precisamos aprender aparece o tempo todo na nossa frente. O que buscamos ser aparece no outro. Só aparece para nós o que precisamos realmente aprender.


38 (VIV) – A conexão do corpo, mente e emoções através da Reflexologia Podal e de exercícios da Bioenergética. Maria Suelene Costa Dantas/PR, Simone Aparecida da Cruz Ferreira das Chagas/SC e Loriane Heide/SC

No trabalho com a Reflexologia Podal, é possível notar uma conexão com a Análise Bioenergética. Essa conexão pode ser percebida nas aplicações do grounding e da respiração, que são as principais técnicas da Bioenergética, unidas a pressões em pontos reflexos nos pés, com base na técnica da Reflexologia Podal, a qual permite que o indivíduo tenha percepção das tensões e dos bloqueios de energias presentes no corpo. Com isso, o indivíduo terá uma melhor compreensão das suas sensações e emoções. O objetivo principal desse trabalho é demonstrar que a aplicação conjunta das técnicas da Bioenergética com a Reflexologia Podal proporciona ao indivíduo uma melhora em seu nível energético e um alívio da estafa, sentindo assim um bem estar, ou seja, ocorrerá um reencontro entre seu corpo, suas emoções e sensações. Além disso, as emoções conflituosas podem ser percebidas na observação dos tipos de caráter segundo a Análise Bioenergética, e assim também pode-se enfatizar especificamente como cada caráter lida com suas emoções, promovendo reflexões quanto à organização das emoções através do processo psicoterápico juntamente com as técnicas da Reflexologia Podal.


39 (VIV) – Potência Orgástica e a sensação de órgão. Antonio Roberto Henriques/RS e Alessandra da Silva Eisenreich Henriques/RS

Na visão de Wilhelm Reich todas as emoções e reações na vida surgem de sensações de órgão e movimentos expressivos que correspondem a estas. O organismo vivo percebe o seu ambiente e a si mesmo através de suas sensações. O prazer, o anseio, a ansiedade, a raiva, a tristeza são, aproximadamente nessa ordem, as emoções básicas da vida. À medida que flexibilizamos as couraças, existe em nós um movimento que flui livre e que se percebe em forma de vibrações corporais.


40 (VIV) – Nariz vermelho: o poder terapêutico do Clown. Ellen Fabiane Mancini/PR

Como figura icônica, o Clown (palhaço) sempre esteve presente nas culturas como mediador do riso. Partindo de um olhar humanizado, o trabalho com o Clown dentro de instituições como hospitais, casas de repouso e recuperação, casas lares e centros municipais de educação infantil, tem sido referência como um importante meio de socialização e promoção do bem-estar. A construção dessa personagem está diretamente atrelada à capacidade em lidar com nossa criança interior. A desconstrução simbólica do adulto e a construção da personagem são objeto desta vivência, que tem como objetivo proporcionar aos participantes o contato com essa prática milenar, bem como com seus efeitos terapêuticos, tanto para o público alvo, quanto ao Clown, através dos pressupostos da Psicologia Corporal fundamentados por Wilhelm Reich e outros teóricos, visando a flexibilização de couraças de caráter, bem como a diminuição da neurose.