Acumulador de orgônio e manta orgonótica

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PRIMEIROS PASSOS PARA A CONSTRUÇÃO DE UM ACUMULADOR DE ORGÔNIO

 José Henrique Volpi

RESUMO
Após anos de pesquisa, Reich concluiu que a energia do organismo (biológica) e a energia da atmosfera (cósmica) fazem parte de uma mesma energia, a energia da vida, a força criativa fundamental. E é essa energia, chamada por Reich de energia orgônica, que fica bloqueada no corpo, na couraça muscular. A energia orgônica pode facilmente penetrar todas as formas de matéria, em diferentes níveis de velocidade e concentração. Carrega e se irradia de todas as substâncias vivas e não-vivas, pode também existir de forma livre na atmosfera e no vácuo. É excitável, pulsátil, capaz de se contrair e expandir e pode ser concentrada. É atraída pela matéria viva, orgânica (algodão, lã, bucha vegetal…) que a absorve e armazena ao passo que toda matéria inorgânica (aço) a expele.

Palavras-chave: Acumulador de Orgônio. Energia. Reich.


Após anos de pesquisa, Reich concluiu que a energia do organismo (biológica) e a energia da atmosfera (cósmica) fazem parte de uma mesma energia, a energia da vida, a força criativa fundamental. E é essa energia, chamada por Reich de energia orgônica, que fica bloqueada no corpo, na couraça muscular. A energia orgônica pode facilmente penetrar todas as formas de matéria, em diferentes níveis de velocidade e concentração. Carrega e se irradia de todas as substâncias vivas e não-vivas, pode também existir de forma livre na atmosfera e no vácuo. É excitável, pulsátil, capaz de se contrair e expandir e pode ser concentrada. É atraída pela matéria viva, orgânica (algodão, lã, bucha vegetal…) que a absorve e armazena ao passo que toda matéria inorgânica (aço) a expele.

Em dias ensolarados a energia orgônica está mais concentrada na atmosfera e pode ser acumulada com mais facilidade. Mas, em dias nublados, encontra-se enfraquecida.

Foi a partir de inúmeras experiências que chegou à construção de uma caixa que capta e armazena a energia orgônica, à qual deu o nome de acumulador de orgone. Do acumulador, surgiu posteriormente a manta orgonótica, que tem o mesmo princípio terapêutico.

O acumulador de orgônio é feito de material orgânico, mas não beneficiado, sem produtos químicos (madeira, lã, bucha vegetal) e material inorgânico (aço, zinco). A matéria orgânica tem a função de atrair e captar a energia orgônica ao passo que a matéria inorgânica a expele. Como o interior do acumulador de orgônio é forrado de chapa de aço ou zinco, a matéria é expelida e permanece sem ter como sair. Só que logicamente, depois de um certo tempo, a energia vai se dissolvendo. No entanto, para que possa haver uma maior concentração de energia, é importante que o acumulador fique exposto ao sol ou à claridade, sem tomar chuva porque a chuva enferruja o aço. Mas alertamos para que fique longe de luz fria, computadores, salas de raio X, fios de alta tensão, TV, micro-ondas. Ou seja, distancie-se de todos os equipamentos elétricos que utilizam energia convencional. Isso porque que diminui a energia orgone do ambiente e impede a captação da mesma pelo acumulador de orgônio.

 Foto 1 – Dr. José Henrique Volpi demonstrando um acumulador de orgônio pequeno, construído para fins de pesquisa.

José Henrique Volpi e um pequeno acumulador de orgônio       

Quando não estiver sendo usado, o acumulador deve permanecer com a porta aberta e preferencialmente com um balde de água dentro dele, trocando-a diariamente. Essa água pode ser utilizada para beber ou regar plantas, quando o dia estiver claro ou ensolarado. Caso contrário deverá ser desprezada.

Antes de usar o acumulador de orgônio aconselhamos passar um pano umedecido em água nas paredes.

Não aconselhamos o uso de lâmpadas dentro do acumulador de orgônio porque é uma energia diferente da energia orgônio. Você pode fazer uso de uma música, desde que o aparelho não fique dentro da caixa.

Benefícios do acumulador

Os resultados já foram provados por inúmeros usuários tanto do acumulador quanto da manta orgonótica, que tem o mesmo princípio do acumulador.

Portanto, o seu uso é indicado para: Resfriados, depressão, baixa imunidade, alívio de dores, alívio de tensões, cicatrização, regeneração de tecidos, fibromialgias, tumores, queimaduras, etc.

Aconselhamos o uso inicial de 15 minutos, que pode ser diário ou intercalado e ir gradativamente aumentando para 30 minutos até chegar a 1 hora que pode ser duas vezes ao dia. Os horários de maior acúmulo de energia é por volta das 13 horas e 19 horas.

Cada caso é um caso e cada pessoa reage à sua maneira. Isso porque devemos considerar a contração de cada organismo e por isso o uso deve ser aos poucos. Mas, desde que a pessoa se sinta bem, poderá ser ampliado tanto no tempo quanto na freqüência. O acumulador de orgônio também pode ser utilizado com plantas e animais.

 Como usar o acumulador de orgônio

>> Estar vestindo roupa de algodão ou sem roupa.

>> Não usar objetos de metal como cintos, relógios, etc, nem joias ou roupa sintética.

>> Deitar-se ou sentar-se confortavelmente;

>> Procurar respirar e relaxar o tempo todo;

> Qualquer sensação de desconforto pode ser interrompida saindo do acumulador por alguns minutos;

Algumas reações podem aparecer como sudorese, aumento da temperatura corporal, aumento da pressão arterial, taquicardia, sonolência, relaxamento, bem-estar, etc. Mas quando a reação for ruim, pode sair do acumulador por alguns minutos e retornar em seguida.

Aconselhamos sempre a supervisão de um orgonoterapeuta treinado para esse fim.

Como construir um acumulador de orgônio

Qualquer pessoa pode construir seu próprio acumulador desde que tome os devidos cuidados tanto para a construção quanto utilização do mesmo.

Ele pode ter uma, duas, cinco, dez ou mais camadas. Só que nossa experiência mostrou que um acumulador de 1 a 3 camadas não é tão potente quanto um de 5 camadas. Mas, um acumulador de 10 ou mais camadas não é tão mais potente que um de 5 camadas. Então, iremos projetar a construção de um acumulador de 5 camadas.

Uma camada consiste em mataria orgânica (algodão, lá ou bucha vegetal) e matéria inorgânica (aço). Então, uma caixa com cinco camadas vai ficar assim:

1ª. Madeira – que vai revestir a caixa em seu exterior e ao mesmo tempo dar suporte à estrutura toda.

1ª. Algodão, lã ou bucha – uma camada grossa de um desses materiais;

1ª. Chapa de zinco ou palha de aço – uma chapa cobrindo a matéria orgânica ou uma camada grossa de aço. Até aqui, temos uma camada. Continuamos para formar a segunda camada colocando novamente:

2ª. Algodão, lã ou bucha – uma camada grossa de um desses materiais;

2ª. Chapa de zinco ou palha de aço – uma chapa cobrindo a matéria orgânica ou uma camada grossa de aço. Temos agora duas camadas. Continuamos para formar a terceira camada colocando novamente:

3ª. Algodão, lã ou bucha – uma camada grossa de um desses materiais;

3ª. Chapa de zinco ou palha de aço – uma chapa cobrindo a matéria orgânica ou uma camada grossa de aço. Temos agora três camadas. Continuamos para formar a quarta camada colocando novamente:

4ª. Algodão, lã ou bucha – uma camada grossa de um desses materiais;

4ª. Chapa de zinco ou palha de aço – uma chapa cobrindo a matéria orgânica ou uma camada grossa de aço. Temos agora quatro camadas. Continuamos para formar a quinta camada colocando novamente:

5ª. Algodão, lã ou bucha – uma camada grossa de um desses materiais;

5ª. Chapa de zinco ou palha de aço – uma chapa cobrindo a matéria orgânica ou uma camada grossa de aço. Temos agora cinco camadas. O aço deve ser sempre a última camada.

Material:

Madeira: É importante que não beneficiada porque se assim for, irá conter produtos químicos o que dificulta e até mesmo impede a captação de energia. A melhor madeira é celotex utilizada para caixas acústicas. É a mais energética de todas. Mas você pode usar madeira natural. Vai precisar de chapas inteiras ou mesmo cortadas para fazer as paredes da caixa (superior, inferior, fundos, porta e as duas laterais). Vai precisar de caibros para formar os caixilhos e uma chapa de madeira para colocar nos fundos, onde a pessoa pisa, que vai ser revestida também de aço.

Dobradiça: duas dobradiças grandes

Zinco: chapas de zinco, cortadas no tamanho das placas, para revestir todo o interior da caixa.

Algodão, lã e/ou bucha vegetal: você pode usar apenas um desses materiais ou todos, intercalados em camadas. Todos devem ser naturais, mas não beneficiados. Aco ou zinco: chapas de aço ou de zinco, para revestir o interior da caixa.

Pregos: pequenos e grandes

Termômetro: porque é preciso controlar a temperatura dentro e fora da caixa. Quando a temperatura dentro da caixa estiver maior que a temperatura de forma, significa que temos energia orgônica acumulada. Caso contrário, a temperatura será igual ou menor.

Cera de abelha: é bom sempre estar encerando o lado externo da caixa com cera de abelha que é matéria orgânica de muita energia.

Cadeira ou banco de madeira: para sentar no interior do acumulador.

Montar os caixilhos: Os caixilhos são como tabuleiros ou caixa de madeira com laterais e fundo de madeira. Você irá precisar de um caixilho para formar o teto, outro para o chão, duas laterais, um fundo e uma porta.

Teto: com 4 caibros de madeira de 5 cm de largura, monte um quadrado de 80 x 80 cm. Ao final, pregue o fundo de madeira. Veja o desenho 1   

fundo e teto do acumulador de orgônio.

Laterais: Você escolhe a altura que deseja na sua caixa. Nesse caso, faremos uma caixa com altura de 1,60 X 80. Para isso, você deve proceder da mesma forma que o teto. Para reforçar a estrutura lateral do acumulador, colocamos caibros de reforço. Veja o desenho 2

laterais do acumulador de orgônio.

Chão: com 4 caibros de madeira de 5 cm de largura, monte um quadrado de 80 x 80 cm. Pregue o fundo de madeira, da mesma forma que o teto porque a estrutura do fundo pode ficar frágil. Aconselhamos então um caibro no meio do quadrado para fortalecer. Veja o desenho 3

Reforço do chão e do teto do acumulador de orgônio.

Fundos: Aconselhamos que você primeiro monte o chão, teto e laterais, todos já recheados com as camadas, para depois poder tirar a medida exata da parte dos fundos da caixa. Ele terá aproximadamente 70 cm de largura por 1,50 de altura, mas é bom sempre conferir antes porque pode dar variação na hora que você prega. Para unir essas partes (fundos, teto, laterais…), usamos um L de ferro.

Porta: Da mesma forma que os fundos, aconselhamos que primeiro monte a estrutura com o teto, chão, fundos e por último tire as medidas da porta. É importante que a porte contenha uma abertura (janela) de aproximadamente 20 x 15 cm. Veja o desenho 4

Acumulador de orgônio com porta aberta

Rechear os caixilhos: recheie o tabuleiro com uma camada grossa de material orgânico (algodão, lã ou bucha vegetal) e inorgânico (chapa de zinco ou palha de aço). Mas primeiro espalhe sobre a madeira, dentro do caixilho, o material orgânico. Em seguida espalhe o aço por cima e mais uma vez o material orgânico e assim sucessivamente. Monte ao todo cinco camadas de forma que a ultima seja a folha de zinco pregada no tabuleiro, pressionando todas as camadas do recheio. Para ter certeza do tamanho exato da folha de zinco, você pode colocar a chama sobre o tabuleiro e riscar. Cortada a folha de zinco, pregue-a com pregos pequenos em um dos fundos do tabuleiro todo.

 Foto 2 – Dr. José Henrique Volpi demonstrando as camadas de recheio de uma das paredes do acumulador. Cada camada é feita de algodão + palha de aço e a camada final, interna, uma chama de zinco para segurar o algodão e palha de aço.

José Henrique Volpi demonstrando as camadas do acumulador

REFERÊNCIAS

DEMEO, James. O Manual do Acumulador de Orgônio. Imago, RJ, 1995.
MANN, Eduard. Orgônio, Reich e Eros. São Paulo, Summus, sem data.
REICH. Wilhelm. La Biopatía del Cancer. Buenos Aires, Nueva Visión, 1985.
ROMENSK, Alex; VOLPI, José Henrique. Mantas Orgonóticas no combate a dor. In: VOLPI, José Henrique; VOLPI, Sandra Mara (Org.) XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE PSICOTERAPIAS CORPORAIS. Anais. Curitiba: Centro Reichiano, 2016, pp. 314-316. [ISBN – 978-85-69218-01-2].VOLPI, José Henrique. Psicoterapia Corporal: Um trajeto histórico de Wilhelm Reich, Curitiba, Centro Reichiano, 2000.
VOLPI, José Henrique. Manta Orgonótica. Curitiba; Centro Reichiano, 2003. Disponível em: www.centroreichiano.com.br/


Indicação de quem confecciona Manta Orgonótica e envia pelo correio:

Cíntia Suyan Leite – Cascavel/PR
(45) 9996-69009
cslcvel@hotmail.com